quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A hora da virada

Estamos outra vez na correria de final de ano.  2011 passou tão ligeiro que nem deu tempo de cumprir as habituais promessas ou atingir as metas idealizadas.
Mas vamos lá, separa a roupa branca, decidam quem vai fazer a lentilha, coloquem o espumante para gelar que o ano 2012 vai começar!
A esperança é o que nos move, sempre esperamos que tudo vai melhorar, que vamos ganhar mais dinheiro, que vamos trabalhar menos (sonha), que todos os “nós” vão desatar, que vamos emagrecer comendo, que a unha encravada vai curar sozinha...
 Que bom que somos assim porque pra frente é que se anda. Se para manter esse otimismo e essa vibração positiva, tiver que dar três pulinhos nas ondas do mar, dar o primeiro passo com o pé direito depois da meia noite, usar calcinha ou cueca nova de cor específica, acender  um número xis de velas, tudo bem: qualquer ritual é bem vindo se for para atrair bons fluídos e pensamentos.
Não somos o que pensamos? Pensando coisa ruim não há sal grosso nos quatro cantos e nem arruda atrás da orelha que dê jeito na urucubaca.
O ser humano em geral é muito esperançoso; e o brasileiro em particular chega a ser bobo de tão animado, tanto que a virada do ano é agora, mas 2012 só começa de fato depois do carnaval.
Mas não esperemos tanto, vamos começar agora a valorizar tudo o que temos e aprender com os erros. Perdas e problemas são necessários e acontecem no percurso de todas as pessoas.  Portanto, não nos esqueçamos de AGRADECER tudo de bom e também de ruim que nos aconteceu: as coisas boas nos fizeram sorrir e as ruins nos fizeram aprender e crescer!
"A gratidão não é só a maior de todas as virtudes, mas a origem de todas as outras.”
Feliz Ano Novo meu povo!
Beijocas
Claudia Pelissoli

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Criando Monstrinhos

Desde quando criança manda em tudo e todos? Completamente fora do normal o que está acontecendo!  Estão as deixando decidirem aonde os pais vão, o que vão fazer, até que hora vão ficar, que horas vão ver TV (e se vão)! 
A coisa está tão séria que tem até propaganda de carro direcionada ao público infantil, afinal de contas, está claro que eles têm poder na decisão da compra!
Tem mãe com as canelas roxas porque leva pontapés até fazer o que a filha quer. Pode?
Já escrevi aqui que todos erram na difícil arte de educar, então vamos combinar que o ideal é ter bom senso: nem demolir a pau, nem deixar fazer o que quer! Sei que falar é fácil, mas a responsabilidade sobre o futuro desta criaturinha é muito grande, não podemos pecar por omissão, é muito cômodo fazer as vontades para se ver livre da gritaria.
Até pouco tempo atrás eram os pais que determinavam o que os filhos iam comer e a hora do lanche, da brincadeira, de assistir TV, dos estudos... E ai de quem fizesse cara feia! Existia uma coisa chamada castigo, que podia significar não brincar com os amigos ou com o brinquedo predileto, não ganhar sobremesa, ir para cama mais cedo (não tinha TV e vídeo game no quarto)...
Existia mais respeito e admiração entre as duas partes porque havia amor com limite, com ordem, com palavra firme, com choro também, e daí? Chorar não mata ninguém, levamos tantos “nãos” da vida e estamos aqui, firmes e fortes!
Já ouvi adultos dizendo que querem poupar seus filhos, que não querem que tenham a mesma infância difícil que tiveram... Mas aí eu pergunto: tu te tornaste um adulto gente boa, e o teu filho vai ser o quê? Criança monstrinho, adolescente delinqüente, adulto marginal... Essa é a infeliz trajetória que quem não sabe diferenciar o que é certo do que é errado!
Claro que não dá para generalizar então, parabéns aos incansáveis pais que conseguem contribuir para um futuro melhor, criando seres humanos responsáveis, educados e agradáveis.
Beijocas
Claudia Pelissoli

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Guerreira

Conversei com uma guerreira. Contou-me que morava afastada da cidade, estudou só até a quarta série, mas tinha vontade de continuar. Teve a primeira filha com 18 anos.
O marido, um homem trabalhador, sem estudo também, achava que não ficava bem mulher casada estudar, sentia ciúmes (insegurança)...
Dois anos atrás veio à cidade, se matriculou na escola, comprou material escolar e anunciou que ia voltar a estudar. Ele mandou escolher: o casamento ou os estudos! Ela escolheu os estudos com o apoio das duas filhas moças. Veio morar e trabalhar em Osório e está concluindo a sexta série, muito feliz e realizada! Ligou para ele esta semana, perguntando como eles iam ficar... Isso quer dizer que se ele entendesse a posição dela, poderiam viver bem juntos.  Mas ele está irredutível, acha que ela é uma mulher perdida e sem valor.  Ela dará entrada nos papéis para separação.
Fiquei analisando: uma mulher sem estudo, morando no interior, sem autonomia financeira, mas com muita iniciativa e vontade de vencer. No mínimo corajosa!
Por incrível que pareça, embora seja raro, isso ainda acontece nos dias de hoje, e não precisa ser no interior; aqui na cidade, em qualquer lar, de qualquer nível social. O homem acha que a mulher é sua propriedade, que deve apenas cuidar da casa e dos filhos, sem trabalhar, sem estudar e sem sair para lado nenhum. Isso é marido ou carcereiro?
Por outro lado, a culpa também é da mulher que para não criar atritos no início da relação vai cedendo, concordando, se anulando... Quando vê está praticamente amarrada no pé da mesa! Ao longo do tempo vai ficando impossível conquistar seu espaço amigavelmente, porque ele acostumou com uma mulher submissa, qualquer vontade de mudança lhe parece uma rebelião. As cenas que ele faz não têm outro nome a não ser chantagem emocional.
Com respeito e bom senso é possível ter uma vida a dois em harmonia com a vida individual. Cada um no seu quadrado de dia e à noite juntos no mesmo aconchegante quadrado, a cama!
Beijocas
Claudia Pelissoli
Piadinha para relaxar: “O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido”. Luis Fernando Veríssimo