domingo, 16 de junho de 2013

Balanço geral



Semana passada completei 43 anos de idade, essa data me deixa perturbada nos últimos tempos.
Todos os anos, na época do meu aniversário faço um balanço geral da vida, analiso meus planejamentos, refaço planos, traço novas metas. Estou com mania de administração.
E fico divagando... Quase viro poeta de mim mesma... Este ano o que martela na minha cabeça para escrever é assim:
Embora não te veja e ninguém saiba da tua existência além de mim, sinto-me privilegiada em saber que tenho um porto seguro para recorrer em qualquer época da vida, um ombro amigo que poderá tanto me elogiar como me repreender, dar ou pedir conselhos, numa sintonia incomum até a idade avançada, até o último sopro, assim espero.
És a ponte que liga a minha juventude à vida adulta. Uma sombra seguindo meus passos incansável ano a ano, mesmo sabendo que não posso, nem quero retornar. Mais que irmão, menos que amor, mas com muita importância. Qualquer homem ou mulher teria inveja desse apego, porque poucos conseguem alcançar a total presença, na completa ausência.
Há mais nas entrelinhas do que no texto da vida, cenas que não se apagam, palavras que não precisam ser ditas, sentimentos que ultrapassam várias vidas...
Ainda bem que nada se perde, tudo se transforma! A vida tem um curso e sigo conforme meu coração indica. Com amor, as coisas vão acontecendo, as conquistas vão aparecendo, e os anos vão passando. Mas tudo é muito rápido, os anos passam ligeiro demais... Às vezes dá um medo...
Obrigado por estar sempre perto e invisível, provocando desequilíbrio, ao mesmo tempo fortalecendo, alimentando meu ego, ensinando a dar valor a tudo que tenho, incentivando a dar o meu melhor em tudo sempre. A idade não é nada, é um número que mede a vivência, mas, quanta gente mais velha sem conteúdo? Nós dois lutamos contra isso.
Espero nunca sentir saudade de ti, meu EU interior.
Mil beijocas
Claudia Pelissoli


sábado, 1 de junho de 2013

Provador masculino



Presenciei uma cena digna de ser relatada. Aconteceu no provador masculino de uma loja, num shopping da capital.
Todo mundo sabe que diferentemente de nós, o sexo masculino detesta provar roupa. Nem em casa na sua intimidade, pior ainda, num estabelecimento comercial.
Acompanhava meu filho que foi provar uma calça jeans por livre e espontânea vontade, do contrário, não iria. Como sabem, mulher não entra no provador masculino e vice versa.
A cena: na porta do tal provador eu e mais três mulheres paradas como se esperássemos o ônibus. Em seguida o “eleito” de uma delas veio mostrar o casaco que estava experimentando. Ela olhou as mangas, os ombros, o fez levantar e abaixar os braços várias vezes, ao final voltou lá pra dentro.
O próximo, um rapaz bem novo, apareceu mostrando a calça. A sua respectiva moça foi lá, colocou a mão na cintura pra ver se não estava apertada ou larga, analisaram algumas coisas e lá foi ele.
Dessa vez veio um homem bem alto, de meia e camisa, mostrar uma bermuda estilo surfista: Que tu acha dessa amor? Ela: Prefiro aquela escura, mas experimenta outras.
Nisso comentei com uma delas que estava ao meu lado: será que eles conseguem comprar sozinhos? Ela começou a rir: Também estava pensando nisso! Era tão hilário que as outras começaram a rir também.
Afinal, a gente não vem na porta do provador feminino mostrar a roupa ou pedir a opinião deles. E eles jamais ficariam ali parados esperando pra ajudar a escolher. Era engraçado porque nós parecíamos uma plateia e eles vinham ali bem perdidos e sem jeito, meio envergonhados de experimentar roupa em público.
O filho não veio me mostrar a calça. Conclusão: com a mãe é pagar mico, com a mulher ou namorada não!
Ah tá!
Mil beijocas

Claudia Pelissoli