quinta-feira, 19 de abril de 2012

Comida


Li um texto bem interessante sobre a relação que temos com a comida.
Nos relacionamentos amorosos, quando um homem quer conquistar uma mulher, convida para jantar. Se a mulher quer impressionar, prepara um jantar especial.
Se bater a saudade dos amigos inventamos um “rango” no almoço, janta ou café da tarde para promover o reencontro.
Em família também é assim: almoço de domingo é quase uma festa se a família vai se reunir.
Por quê? Porque a comida une as pessoas. O ritual de comer promove a aproximação, incentiva a harmonia... Acalenta.
O texto falava que isso vem desde a descoberta do fogo... Que nos diferenciamos dos animais depois que aprendemos a cozinhar os alimentos! E foi aí que as pessoas começaram a se reunir na volta da fogueira para comer. E então os laços de família e amizade se firmaram.
Digo mais, só por isso que o mundo é assim hoje: se não fosse o fogo estaríamos até hoje caçando e comendo carne crua sozinhos na caverna.
Agora me lembrei de uma piada de canibais que meu pai sempre conta:
_ Mamãe, não gosto do maninho!
_Então come só os legumes!
(risos)
Já notaram que nossa rotina diária é organizada em função da hora das refeições? Dividimos o que temos que fazer antes ou depois do almoço e assim por diante.
É o estômago que dita a hora de parar de trabalhar; quando ele ronca, nada mais presta, dá até um tremelico de fraqueza se não obedecemos. Viram como somos escravos?
Sabe quando ás vezes sentimos vontade de comer alguma coisa, mas não estamos com fome? É carência, sinal de que precisamos nos reunir com as pessoas que amamos, em outras palavras: saudade da fogueira.
Mas o texto sobre carência é outro, aguardem nas próximas semanas!
Beijocas
Claudia Pelissoli

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Compartilhar

A moda agora é compartilhar. Já notaram como esta palavra está cada vez mais presente na nossa vida?
Fala-se muito que devemos compartilhar os recursos naturais do planeta, com o sentido de usar somente o necessário, o que significa não desperdiçar e principalmente preservar; não só porque são escassos (água, energia, florestas, animais), mas também porque não são propriedade de ninguém e ao mesmo tempo são de todos. O bem estar é um desejo e um direito em comum, que dependem do saber compartilhar dos povos. Todo mundo é responsável, não adianta querer “tirar o teu da reta”.
Também se compartilham a cultura, as paisagens, o conhecimento, as ideias... Qualquer pessoa pode estudar qualquer assunto, analisando-o sob diversos aspectos, sem levantar o traseiro da cadeira! O mundo cada vez tem menos fronteiras.
Compartilhar não é dar, pois quem dá espera algo em troca; nem emprestar porque quem empresta quer de volta; e nem receber: é simplesmente usar junto, beneficiar todas as partes envolvidas. É exercitar o desapego, a justiça, a igualdade.
A internet é a rainha do verbo compartilhar. Um ótimo ambiente para exercitar e incorporar este conceito. Lá as pessoas adoram compartilhar fotos, vídeos, mensagens, piadas, comentários... É uma muvuca que não faz mal, nem bem.
Bom mesmo é compartilhar bom humor, solidariedade, gargalhadas, paz de espírito, olhares de cumplicidade...
Por favor, não compartilhem cara feia, crueldade, doença...
Que bom será quando todas as pessoas entenderem o sentido sublime do ato de compartilhar, porque não haverá mais egoísmo, maldade, interesse e outras obscuridades que prejudicam as relações e atrasam o progresso.
Vamos lá: eu compartilho, tu compartilhas, ele compartilha...
Hoje estou pra lá de politicamente correta.
Beijocas compartilhadas com todos
Claudia Pelissoli