O livro “Mulheres que correm com os lobos” me fez refletir sobre
a depressão, uma doença em ascensão. A autora bate na mesma tecla
dizendo que a mulher deve voltar para o seu lugar de origem, ou seja,
não perder o rumo de sua vida, manter o foco na sua felicidade.
Isso serve para os homens também.
O nosso “lugar” pode ser o nosso verdadeiro amor, a nossa
família, a nossa vocação, o nosso hobby, um lugar especial etc.
Aquilo que nos traz a paz, a satisfação pessoal, reforça a auto
estima e a auto confiança.
As pessoas se desviam de sua felicidade sem querer e, assim se tornam
eternas insatisfeitas, sempre lutando para dar conta de tudo e sem se
sentirem realizadas nunca.
O Dr Drauzio Varella disse que em 2030 a depressão será a doença
que mais vai invalidar as pessoas.
Trabalho na saúde e vejo pessoas completamente dependentes por
calmantes e anti depressivos. Penso que o medicamento deve ser um
tratamento temporário, jamais a solução dos problemas. A solução
deve ser sempre a cura. O medicamento ajuda a amenizar os sintomas,
dando condições de analisar onde está o problema.
Por isso fiz esta ponte com o livro.
As pessoas devem buscar a si mesmas. Voltar para o seu lugar. Se
encontrar.
Algumas estão em locais lotados e sentem-se sozinhas. Têm mil
atividades na sua rotina, mas nenhuma que dá prazer, que relaxa ou
que faz sorrir a alma. Estão presas a pessoas ou lugares e não
fazem nada para se libertar. O remédio as liberta de sintomas como
angústia, agonia, pânico, tristeza... Mas é uma prisão química.
Se a tendência é piorar nos próximos anos, talvez seja o momento
de uma reflexão, no intuito de buscar modos de prevenir este mal.
Mil beijocas
Claudia Pelissoli