quinta-feira, 18 de abril de 2013

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come


Se nos dispusermos a entender uma gama maior de assuntos, temos o que fazer por muitos anos.

Nunca, jamais mesmo, em nenhuma idade estamos ultrapassados para aprender sobre qualquer coisa.

Geralmente somos nós que nos rotulamos como velhos demais para isso ou para aquilo. Na medida em que nos liberamos e abrimos os olhos, a mente e os ouvidos para aprender, entender ou qualificar-se estamos nos fazendo um bem imensurável.

Não somos pequenos, somos gigantes, cheios de capacidades, habilidades e competências visíveis ou escondidas esperando que algo aconteça e destrua o marasmo. E depois que damos a largada, nada mais nos segura,

O que acontece é que às vezes nos acomodamos, por preguiça ou por baixa autoestima e achamos que não podemos ou nem devemos esperar muito de nossa vida.

Política não te interessa? Deve ser porque tu não entende ou porque está desanimado com os políticos como um todo. De qualquer forma, tem que procurar saber o que está acontecendo e entender, do contrário, não pode opinar, somente dizer amém.

E assim acontece com todos os assuntos: ecologia, economia, esportes, globalização, saúde... Quem não se atualiza fica de fora das conversas e cada vez se acha menos capaz.

Se correr o bicho pega porque quanto mais aprofunda teus conhecimentos, mais sente necessidade de saber. Se ficar o bicho come porque quando paramos no tempo e não nos estimularmos a crescer culturalmente, somos esmagados por nosso próprio preconceito.

Mexam esses traseiros pelo bem de vocês mesmos!

Mil beijocas

Claudia Pelissoli


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Comparando filhos




Tenho três filhos, dois guris e uma guria. É impressionante a diferença de um para o outro, todos criados juntos, no mesmo sistema.
Além da diferença entre os sexos, tem as diferenças de gosto e de gênio.
Os guris simplificam tudo, nada tem detalhes: nem nas histórias, nem nas escolhas, nem nas atitudes. Tem que adivinhar ou perguntar cem coisas para obter meia dúzia de respostas. Vivem com uma prateleira de roupas, incluindo todas as estações do ano e o melhor: não querem mais do que isso! O humor é congelado, ou sempre bem humorado ou sempre carrancudo. Eles se subdividem em mais e menos independentes.
A guria não simplifica nada. É tudo abarrotado de detalhes: nas roupas, nos calçados, nas bolsas, no cabelo, na maquiagem, no quarto, no vocabulário e na vida. Se estamos falando de vestido: é curto, é longo, é liso, é estampado, é justo, é solto, é com manga, é sem manga... Elas precisam de muito espaço e muito tato. Um dia é uma felicidade irradiante, no outro um inferno astral. Mas independência sempre.
Os meninos deixam tudo para a última hora, e se der para desistir, melhor ainda. A frase predileta é “não dá nada”.
A guria se escabela horas antes de um acontecimento, envolve meio mundo numa série de atividades paralelas e não fica pronta nunca.
E os pais no meio da muvuca. A mãe (mulher polvo) apavorada que tem que fazer isso e aquilo e o pai (também guri) esperando o último minuto.
A casa de vocês também é assim?
Os pais que só têm guris, não sabem a despesa que se livraram, em compensação, coitada da mãe pra ver tudo funcionar em tempo (ela é o centro de tudo).
Os pais de somente gurias tem uma despesa bárbara (inimaginável), mas uma casa mais cheia de vida e barulho o resto da vida, afinal, geralmente é o namorado que se enfia na casa da namorada, e não o contrário.
Essa é a verdadeira comédia da vida privada.
O amor e a preocupação por eles são os mesmos sempre.
Mil beijocas
Claudia Pelissoli