sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O inimigo colesterol


Ultimamente ando em guerra com o tal de colesterol, a idade nos traz estas surpresas não muito agradáveis.
Ganhei um ultimato: ou ele normaliza por bem ou por mal; por mal é com uso de medicamento.
Como sou muito otimista, logo pensei que ia dar tudo certo no final, pois a receita parecia bem simples:
Exercícios físicos regularmente; beleza, isso faço com muito prazer.
Não comer gorduras ou frituras; essa é fácil, pois não gosto mesmo. A não ser quando é um churrasco de costela bem gorda... Mas então encho de farinha de mandioca para não enxergar a graxa, porque o que os olhos não vêem o colesterol não sente!
Tomar só leite desnatado é a mesma coisa que tomar água suja. Iogurte light até dá para encarar.
Usar somente queijo branco. Quem inventou aquele queijo seco e sem gosto?
Não pode passar no pão: margarina, manteiga, maionese ou requeijão, mas pode usar azeite de oliva. No início achei chique, agora tenho vontade de quebrar aquela garrafa. 
Esquecer que existe ovo, principalmente frito, que obviamente é o melhor.
Cortar os doces. Como? Com faca? É isso mesmo, não comer doces que contenham leite, ovo, leite condensado ou creme de leite, ou melhor, doce nenhum.
Chocolate é coisa do passado. Felicidade também.
Bolachas (adoro) somente umas que parecem isopor, com gordura zero. Elas fazem bastante barulho na boca, a gente até esquece que não são boas.
Sabe aquelas comidas que tem molho branco, queijo e creme de leite? São ótimas para quem não precisa controlar o colesterol.
Logo eu que era a rainha da confeitaria, dos bolos e guloseimas!
Começo a pensar que tomar o medicamento é mais fácil...
Beijocas
Claudia Pelissoli

domingo, 9 de setembro de 2012

Notícia ruim



Porque a notícia ruim se espalha como fogo em palha e a boa não?
Numa cidade pequena como a nossa isso é mais visível ainda. Esses dias me ligaram noticiando o falecimento da mãe de uma amiga; imediatamente liguei para mais três amigas e combinamos até a hora que íamos ao velório! Cada uma dessas três ligou para mais umas tantas e a coisa se espalhou facilmente na velocidade da luz. Poucos minutos depois ligaram de volta dizendo que era engano: os nomes eram parecidos, mas não se tratava da mesma pessoa. Imaginem a confusão que isso deu? Já tinha gente chorando e a “defunta” bem sentada olhando a novela!  Se a notícia fosse boa, ninguém tinha ficado sabendo.
Têm mães que não pregam os olhos a noite toda enquanto os filhos estão na rua, nas festas... Pura perda de tempo! Se algo ruim acontecer com eles, o telefone toca poucos segundos depois. O pior é que no outro dia os filhos dormem o dia todo e elas estão acordadas com cara de ressaca fazendo suas tarefas. Não perco meu sono com isso, apenas dou as recomendações de sempre, rezo pedindo a Deus que os proteja e durmo feito uma pedra!
Se alguém se acidenta feio e se quebra todo, a notícia corre quilômetros, é uma comoção geral; quando o sortudo sai do hospital saudável e recuperado, ninguém noticia e demonstra felicidade.
Quando um casal resolve casar pouca gente comenta, mas se o mesmo casal se separa vira celebridade instantânea: a vida deles é esmiuçada para descobrir os motivos da separação, inventam mil histórias, até quem nem os conhece quer saber os detalhes sórdidos!
Uma pessoa ou uma empresa pode ser profissional nota mil décadas a fio, mas se der um passo torto, um deslize qualquer sem querer, o que é absolutamente normal... Meleca: o trabalho excelente de uma vida toda é esquecido e prevalece o rótulo negativo.
A notícia ruim dá mais ibope, se espremer a televisão e os jornais sai sangue. Notícia boa não atrai expectadores, é que nem os três minutos de intervalo comercial, a gente levanta e vai fazer alguma coisa.
Aposto que se o título deste texto fosse notícia boa, poucos leriam...
Beijocas
Claudia Pelissoli