sábado, 3 de agosto de 2013

Amor



Assisti uma palestra maravilhosa sobre amor esta semana. Pedi a permissão do palestrante Jerri Almeida para comentar suas palavras.
Ele falou sobre quatro formas de amor:
O amor conjugal, quando o casal passa pela fase da paixão inicial, que dura em torno de três anos e continua construindo o amor ao longo do tempo, enfrentando as dificuldades e se reconquistando sempre.
O amor de família, entre pais e filhos. Um amor que começa na gestação e se perpetua durante a vida; educando, ensinando, cuidando uns dos outros, aprendendo a conviver com pessoas do mesmo sangue e muitas vezes de gênios tão diferentes.
O amor que existe numa grande amizade. Amor de amigo é desapegado, sem obrigações nem cobranças, espontâneo e livre.
E por fim o amor de doação, aquele incondicional, que não é por uma pessoa, mas por muitas ou por uma causa, onde temos como exemplo Madre Tereza ou Chico Xavier, porém existem muitas pessoas anônimas comprometidas com a humanidade.
A palavra amor é cheia de significados:
A= afeto, que é a manifestação mais espontânea e aparente em qualquer relação de amor.
M= martírio, não no sentido de sofrimento, mas porque não existe amor sem sacrifícios naturais.
O= oferecimento, com o significado de ir ao encontro de; como também de doação de si, que deve acontecer entre as duas partes.
R= respeito, que dispensa comentários porque é a base de qualquer relacionamento.
Por fim ele disse que o amor de mãe também é incondicional, porque ela ama até se o filho for ingrato e sempre perdoa.
Nem precisa dizer que a palestra era muito mais linda e profunda do que este texto, mas quis compartilhar com vocês esses pensamentos.
Beijocas
Claudia Pelissoli



Idosa



Que maravilha se chegarmos aos 88 anos com a lucidez e a energia da vó de uma amiga minha.
Ela contou que a vó sempre tem conselhos espirituosos para dar. Alertou que se o casal não pratica sexo regularmente, perde o hábito. Viuvou muito nova e diz que não faz sexo desde que o marido faleceu (cerca de 40 anos). O marido era namorado de uma amiga quando se apaixonaram, então ele largou a amiga para ficarem juntos. A neta pergunta: e a amiga vó? Como ficou? Ela responde: ah já morreu, acho até que foi de desgosto!
Ela já programou seu funeral nos mínimos detalhes. Está com o dinheiro separado para o caixão, e quer que o velório seja na sala da sua casa. A neta argumenta que hoje em dia é em capelas, não se faz mais na residência da pessoa, que é ruim ficar com essa lembrança dentro de casa... Ela argumenta dizendo que até já trocou o piso da sala recentemente, que prefere que seja lá, que velório de gringo não tem essas frescuras.
Também quer que tenha muita carne e pão no dia fatídico. Que o pão é a fulana que tem que fazer (uma das filhas). E que não quer ninguém chorando!
Esse tipo de vó será cada vez mais frequente. Nas últimas décadas a expectativa de vida da população vem aumentando. A medicina e o estilo de vida estão contribuindo para que os idosos envelheçam com mais saúde e vitalidade.
Geriatra é o profissional da vez: trata as pessoas desde novas até a velhice, com uma medicina preventiva de doenças, que acompanha as fases da vida, repondo vitaminas e minerais e mantendo o equilíbrio do corpo. Estou frequentando o consultório de um geriatra já fazem alguns anos e dou um conselho: escolham e seu e comecem a visitá-lo pelo menos uma vez ao ano!
Esse negócio de "véios gagás" não existe mais.
Beijocas
Claudia Pelissoli


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Fisioterapia



Aprendi que lesões acontecem.
Fui parar na fisioterapia por conta de esforço exagerado numa corrida: o tal tendão de aquiles ameaçou romper relações comigo. A situação se agravou pela demora em procurar tratamento, ou seja, burrice mesmo. Tudo culminou no castigo de três meses sem poder se exercitar.
Mas não desanimei. Ainda acho que todo ser humano deve praticar exercícios em qualquer idade: pela sua saúde, pra ativar o metabolismo, espantar o estresse, levantar a auto estima, queimar aquelas comidas maravilhosas que comemos, etc. Mas quanto mais velhos ficamos, mais importante obedecer nossos limites, que são cada vez menores.
Essa é a parte difícil: admitir e respeitar que o nosso limite diminui com o tempo. A diferença é que quando somos jovens e abusamos "não dá nada". Mas se é depois dos "enta" a musculatura já perdeu um pouco do viço... Aí dá fisioterapia!
Ainda bem que tudo tem o lado bom. Ao frequentar a clínica da fisioterapeuta, notei que não sou a única. Muito pelo contrário, encontrei muita gente na mesma situação: se lesionaram na ginástica, acidentes, pós fraturas, por movimentos repetitivos no trabalho ou a coluna que insiste em sair do prumo, e assim por diante: todo mundo terá (se ainda não teve) um motivo para fazer fisioterapia.
Então lá é praticamente um "point" de encontro, todo mundo no mesmo barco: dor, tratamento, paciência, e no final, bons resultados.
O negócio é rir para não chorar, afinal de contas, é melhor encontrar os conhecidos nas sessões de fisioterapia do que em velórios. E esse dia também vai chegar!
Mil beijocas
Claudia Pelissoli


domingo, 16 de junho de 2013

Balanço geral



Semana passada completei 43 anos de idade, essa data me deixa perturbada nos últimos tempos.
Todos os anos, na época do meu aniversário faço um balanço geral da vida, analiso meus planejamentos, refaço planos, traço novas metas. Estou com mania de administração.
E fico divagando... Quase viro poeta de mim mesma... Este ano o que martela na minha cabeça para escrever é assim:
Embora não te veja e ninguém saiba da tua existência além de mim, sinto-me privilegiada em saber que tenho um porto seguro para recorrer em qualquer época da vida, um ombro amigo que poderá tanto me elogiar como me repreender, dar ou pedir conselhos, numa sintonia incomum até a idade avançada, até o último sopro, assim espero.
És a ponte que liga a minha juventude à vida adulta. Uma sombra seguindo meus passos incansável ano a ano, mesmo sabendo que não posso, nem quero retornar. Mais que irmão, menos que amor, mas com muita importância. Qualquer homem ou mulher teria inveja desse apego, porque poucos conseguem alcançar a total presença, na completa ausência.
Há mais nas entrelinhas do que no texto da vida, cenas que não se apagam, palavras que não precisam ser ditas, sentimentos que ultrapassam várias vidas...
Ainda bem que nada se perde, tudo se transforma! A vida tem um curso e sigo conforme meu coração indica. Com amor, as coisas vão acontecendo, as conquistas vão aparecendo, e os anos vão passando. Mas tudo é muito rápido, os anos passam ligeiro demais... Às vezes dá um medo...
Obrigado por estar sempre perto e invisível, provocando desequilíbrio, ao mesmo tempo fortalecendo, alimentando meu ego, ensinando a dar valor a tudo que tenho, incentivando a dar o meu melhor em tudo sempre. A idade não é nada, é um número que mede a vivência, mas, quanta gente mais velha sem conteúdo? Nós dois lutamos contra isso.
Espero nunca sentir saudade de ti, meu EU interior.
Mil beijocas
Claudia Pelissoli


sábado, 1 de junho de 2013

Provador masculino



Presenciei uma cena digna de ser relatada. Aconteceu no provador masculino de uma loja, num shopping da capital.
Todo mundo sabe que diferentemente de nós, o sexo masculino detesta provar roupa. Nem em casa na sua intimidade, pior ainda, num estabelecimento comercial.
Acompanhava meu filho que foi provar uma calça jeans por livre e espontânea vontade, do contrário, não iria. Como sabem, mulher não entra no provador masculino e vice versa.
A cena: na porta do tal provador eu e mais três mulheres paradas como se esperássemos o ônibus. Em seguida o “eleito” de uma delas veio mostrar o casaco que estava experimentando. Ela olhou as mangas, os ombros, o fez levantar e abaixar os braços várias vezes, ao final voltou lá pra dentro.
O próximo, um rapaz bem novo, apareceu mostrando a calça. A sua respectiva moça foi lá, colocou a mão na cintura pra ver se não estava apertada ou larga, analisaram algumas coisas e lá foi ele.
Dessa vez veio um homem bem alto, de meia e camisa, mostrar uma bermuda estilo surfista: Que tu acha dessa amor? Ela: Prefiro aquela escura, mas experimenta outras.
Nisso comentei com uma delas que estava ao meu lado: será que eles conseguem comprar sozinhos? Ela começou a rir: Também estava pensando nisso! Era tão hilário que as outras começaram a rir também.
Afinal, a gente não vem na porta do provador feminino mostrar a roupa ou pedir a opinião deles. E eles jamais ficariam ali parados esperando pra ajudar a escolher. Era engraçado porque nós parecíamos uma plateia e eles vinham ali bem perdidos e sem jeito, meio envergonhados de experimentar roupa em público.
O filho não veio me mostrar a calça. Conclusão: com a mãe é pagar mico, com a mulher ou namorada não!
Ah tá!
Mil beijocas

Claudia Pelissoli

domingo, 19 de maio de 2013

É bem assim



Por volta das 21h a mulher levanta do sofá da sala e diz para o marido: vou tomar um banho e já vou para a cama, estou cansada. Ele responde: eu também, vai indo que em seguida vou também.
Então ela recolhe alguns copos da sala e se dirige à cozinha. Depara-se com certa quantidade de louça na pia e resolve lavar para não acumular para o outro dia.
Ao terminar, tira a sacola do lixinho da pia e leva até o lixão da área de serviço, quando então resolve dobrar as roupas recolhidas do varal logo cedo para não deixar para o outro dia.
Já que está perto da máquina de lavar, liga a maldita e enche de roupas; melhor deixá-las lavando hoje para ter menos tarefas no outro dia.
Volta na sala e não tem mais ninguém. Recolhe as almofadas e calçados espalhados para que esteja tudo em ordem no outro dia.
Lembra que é preciso recolher o lixo dos banheiros e na sequência, dá uma limpadinha nos vasos, para amanhecerem cheirosos no outro dia.
Vai em direção ao chuveiro, toma um banho e depois se hidrata com cremes para o rosto e corpo.
No quarto organiza algumas coisas pelo caminho como papéis e livros para que no outro dia não tenha nada para fazer (sonha a coitada).
Por volta das 23h finalmente consegue chegar na cama. O marido, que está cochilando desde às 21:15 se assusta e diz: como tu demora! O que estavas fazendo?
O silêncio é a melhor reposta.
Beijocas
Claudia Pelissoli

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mãe meio bruxa



Está se aproximando o dia das mães, uma data que nunca pode passar em branco. E não é só pelo presente típico da data, mas por tudo que essa figura representa num lar.
Lembro que quando os filhos era pequenos e ainda tomavam mamadeira na madrugada, às vezes quando choravam pedindo o leite, o pai deles ia lá dar (eu deixava pronta num isopor). Ele ia bem quietinho, não acendia luz para o bebê não ver que era ele e quando colocava a mamadeira na boquinha, imediatamente eles choravam e não queriam pegar. Só aceitavam se estavam mais dormindo do que acordados. Aí eu pergunto: eles sentiam que o cheiro não era o meu? Ou era o jeitinho de entregar a mamadeira? Se falassem, diriam: “não é a mamãe”, como aquele personagem Baby Dinossauro!
De nossa parte também tem essa percepção aguçada com os bebês: quando eles choram a gente sabe (não sei como) se é de fome, de sono ou de dor.
Quando crescem, sabemos num rápido olhar, numa conversa ao telefone ou até mesmo “teclando on line” quando estão felizes ou com algum problema. E eles sabem que não conseguem esconder muita coisa da gente.
Inclusive já me chamaram de bruxa porque percebi encrenca oculta nas entrelinhas. É que sentimos algo no ar, atiramos “um verde”, e eles se entregam na hora. Ser mãe também é ser um tanto detetive.
Pecamos quando amamos demais e não damos espaço para eles crescerem sozinhos. Hoje avalio que o verdadeiro amor de mãe é desapegado: dar as asas e ensinar a voar, mas jamais voar por eles para que não corram o risco de cair! Incentivá-los a serem independentes e seguros de si desde pequenos, esse é o grande desafio para as mães!
Difícil porque é um maravilhoso feitiço que dura a vida toda, a ligação mais forte que existe.
Mil beijocas para as mães bruxas
Claudia Pelissoli



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come


Se nos dispusermos a entender uma gama maior de assuntos, temos o que fazer por muitos anos.

Nunca, jamais mesmo, em nenhuma idade estamos ultrapassados para aprender sobre qualquer coisa.

Geralmente somos nós que nos rotulamos como velhos demais para isso ou para aquilo. Na medida em que nos liberamos e abrimos os olhos, a mente e os ouvidos para aprender, entender ou qualificar-se estamos nos fazendo um bem imensurável.

Não somos pequenos, somos gigantes, cheios de capacidades, habilidades e competências visíveis ou escondidas esperando que algo aconteça e destrua o marasmo. E depois que damos a largada, nada mais nos segura,

O que acontece é que às vezes nos acomodamos, por preguiça ou por baixa autoestima e achamos que não podemos ou nem devemos esperar muito de nossa vida.

Política não te interessa? Deve ser porque tu não entende ou porque está desanimado com os políticos como um todo. De qualquer forma, tem que procurar saber o que está acontecendo e entender, do contrário, não pode opinar, somente dizer amém.

E assim acontece com todos os assuntos: ecologia, economia, esportes, globalização, saúde... Quem não se atualiza fica de fora das conversas e cada vez se acha menos capaz.

Se correr o bicho pega porque quanto mais aprofunda teus conhecimentos, mais sente necessidade de saber. Se ficar o bicho come porque quando paramos no tempo e não nos estimularmos a crescer culturalmente, somos esmagados por nosso próprio preconceito.

Mexam esses traseiros pelo bem de vocês mesmos!

Mil beijocas

Claudia Pelissoli


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Comparando filhos




Tenho três filhos, dois guris e uma guria. É impressionante a diferença de um para o outro, todos criados juntos, no mesmo sistema.
Além da diferença entre os sexos, tem as diferenças de gosto e de gênio.
Os guris simplificam tudo, nada tem detalhes: nem nas histórias, nem nas escolhas, nem nas atitudes. Tem que adivinhar ou perguntar cem coisas para obter meia dúzia de respostas. Vivem com uma prateleira de roupas, incluindo todas as estações do ano e o melhor: não querem mais do que isso! O humor é congelado, ou sempre bem humorado ou sempre carrancudo. Eles se subdividem em mais e menos independentes.
A guria não simplifica nada. É tudo abarrotado de detalhes: nas roupas, nos calçados, nas bolsas, no cabelo, na maquiagem, no quarto, no vocabulário e na vida. Se estamos falando de vestido: é curto, é longo, é liso, é estampado, é justo, é solto, é com manga, é sem manga... Elas precisam de muito espaço e muito tato. Um dia é uma felicidade irradiante, no outro um inferno astral. Mas independência sempre.
Os meninos deixam tudo para a última hora, e se der para desistir, melhor ainda. A frase predileta é “não dá nada”.
A guria se escabela horas antes de um acontecimento, envolve meio mundo numa série de atividades paralelas e não fica pronta nunca.
E os pais no meio da muvuca. A mãe (mulher polvo) apavorada que tem que fazer isso e aquilo e o pai (também guri) esperando o último minuto.
A casa de vocês também é assim?
Os pais que só têm guris, não sabem a despesa que se livraram, em compensação, coitada da mãe pra ver tudo funcionar em tempo (ela é o centro de tudo).
Os pais de somente gurias tem uma despesa bárbara (inimaginável), mas uma casa mais cheia de vida e barulho o resto da vida, afinal, geralmente é o namorado que se enfia na casa da namorada, e não o contrário.
Essa é a verdadeira comédia da vida privada.
O amor e a preocupação por eles são os mesmos sempre.
Mil beijocas
Claudia Pelissoli


sábado, 23 de março de 2013

Pérolas da saúde




Trabalhando no Posto de Saúde rodeada de vários profissionais com anos de experiência, fica-se sabendo de muitas histórias engraçadas. Cada profissão tem as suas “pérolas”, a área da saúde não fica atrás.
Nos dias de hoje ainda existem pessoas sem estudo, mal informadas e até ingênuas, que precisam não só do atendimento médico como também de orientação e acolhimento desses profissionais.
Contaram que certa vez uma mãe levou o filho adolescente pela primeira vez ao dentista, que fez as perguntas habituais de cadastro e rotina de higiene; quando perguntou se ele usava fio dental, o guri arregalou os olhos e perguntou: mas isso não é coisa de mulher?
Outra de dentista: ao terminar o procedimento e pedir para o paciente cuspir, acreditem: ele cuspiu na dentista e não naquela cuba própria para isso.
A mãe tratava o filho com asma a algumas semanas sem nenhuma melhora. Descobriu-se depois que ela usava a bombinha do medicamento como se fosse inseticida: apertava na volta da criança e não na boca!
Uma enfermeira foi coletar material para exame preventivo e a paciente pediu desculpas por não ter “depenado as partes” (depilado).
Na farmácia acham que não precisa apresentar a receita porque tomam aquele comprimido pequeno branquinho...
Uma moça não contente que o teste de gravidez tinha dado negativo, queria bater uma chapa da barriga, se referindo a uma ecografia.
É uma profissão dura e tensa, que precisa de momentos de riso para aliviar o estresse.
Parabéns aos médicos, dentistas, enfermeiras, técnicas de enfermagem e saúde bucal do município!
Beijocas
Claudia Pelissoli


sábado, 9 de março de 2013

Inveja




Desde que juntaram um ser humano com outro no mundo, existe a inveja.
Tem gente que chega a ter gordura localizada nos olhos, é o famoso olho gordo!
Difícil um nível saudável deste sentimento, porque ele caminha muito perto da maldade. Pessoas puxam o tapete de outras e se justificam com a própria consciência dizendo que estão apenas se defendendo.
Tem gente que fica famosa com o seu poder de inveja: animais domésticos e plantas secam e morrem em poucas horas, com um único olhar de cobiça! Por isso dizem que os bichinhos e plantas protegem o lar, o raio cai neles desviando a força do verdadeiro alvo: o dono da casa.
Todo mundo tem uma história de invejoso para contar, algumas nem dá para acreditar. Há quem chegue ao extremo de prejudicar a si mesmo, achando que está atrapalhando o sucesso de outra pessoa, é a inveja cega.
Se fala muito na inveja boa, que é quando até existe o desejo de estar no lugar da outra pessoa, mas com a alegria de ver aquela pessoa conquistando e desejando que ela prospere ainda mais.
O silêncio e a indiferença são o pior castigo para o invejoso porque neutralizam seu veneno. Se não conseguem abalar as estruturas do seu alvo, mordem o próprio rabo de raiva.
Comparo nossas atitudes e pensamentos com um bumerangue: tudo o que vai, volta.
Tem uma frase de humor que diz mais ou menos assim: “Quando lhe atirarem uma pedra, faça dela um degrau e suba... Só depois, quando tiver uma visão plena de toda a área, pegue outra pedra e acerte o indivíduo que te sacaneou.” Não devemos entrar nessa energia, e sim preservar nosso estado de espírito, tentar ser luz e amor, amizade e alegria, bom humor e paz interior.
Construir um final feliz para nossa vida na moral, na classe.
Uma semana sem inveja para todos.
Beijocas
Claudia Pelissoli


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Eterna busca



O livro “Mulheres que correm com os lobos” me fez refletir sobre a depressão, uma doença em ascensão. A autora bate na mesma tecla dizendo que a mulher deve voltar para o seu lugar de origem, ou seja, não perder o rumo de sua vida, manter o foco na sua felicidade.
Isso serve para os homens também.
O nosso “lugar” pode ser o nosso verdadeiro amor, a nossa família, a nossa vocação, o nosso hobby, um lugar especial etc. Aquilo que nos traz a paz, a satisfação pessoal, reforça a auto estima e a auto confiança.
As pessoas se desviam de sua felicidade sem querer e, assim se tornam eternas insatisfeitas, sempre lutando para dar conta de tudo e sem se sentirem realizadas nunca.
O Dr Drauzio Varella disse que em 2030 a depressão será a doença que mais vai invalidar as pessoas.
Trabalho na saúde e vejo pessoas completamente dependentes por calmantes e anti depressivos. Penso que o medicamento deve ser um tratamento temporário, jamais a solução dos problemas. A solução deve ser sempre a cura. O medicamento ajuda a amenizar os sintomas, dando condições de analisar onde está o problema.
Por isso fiz esta ponte com o livro.
As pessoas devem buscar a si mesmas. Voltar para o seu lugar. Se encontrar.
Algumas estão em locais lotados e sentem-se sozinhas. Têm mil atividades na sua rotina, mas nenhuma que dá prazer, que relaxa ou que faz sorrir a alma. Estão presas a pessoas ou lugares e não fazem nada para se libertar. O remédio as liberta de sintomas como angústia, agonia, pânico, tristeza... Mas é uma prisão química.
Se a tendência é piorar nos próximos anos, talvez seja o momento de uma reflexão, no intuito de buscar modos de prevenir este mal.
Mil beijocas
Claudia Pelissoli

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Tragédia

Impossível não comentar a tragédia ocorrida em Santa Maria.
Todas as pessoas que têm filhos viram nesse horror, o seu pior pesadelo! Porque se eles ainda não têm idade de ir a festas, um dia terão!
Já disse aqui que quando meus filhos saem, deito e durmo tranquilamente, até porque perder o sono não vai protegê-los, pelo contrário, acho que gera energia ruim! O melhor remédio é ser otimista e confiar que terão responsabilidade.
Mas foi impossível não ficar perplexa frente às notícias... Ainda mais ao sentir que é tão fácil acontecer isso em qualquer cidade.
A opinião pública pressiona para haver um culpado atrás das grades, mas pergunto: alguém teve realmente culpa?
Todas as casas noturnas da moda superlotam e têm revestimento de espuma para isolar o som e, em sua grande maioria, têm apenas uma porta (podem me corrigir se estiver errada).
Muitas bandas usavam freqüentemente os tais sinalizadores em suas apresentações como atrativo: ou não havia uma lei proibindo especificadamente o seu uso ou não existia fiscalização. Se for para prender, que prendam então todos os donos desse tipo de estabelecimento e também, todas as bandas que usavam sinalizadores!
Outro agravante foi que grande parte dos jovens na boate havia ingerido bebida alcoólica em diversas quantidades. Imaginem a cena: sair de um local lotado, escuro, com fumaça e pânico estando sóbrio. Agora imagina a mesma situação com os efeitos do álcool? Reflexos, no mínimo, comprometidos.
Além de tudo isso, jovem é a tribo mais despreocupada que existe, alguns acharam que aquele fogo no teto fazia parte do show! Eles não vêem perigo em quase nada... Pode ser que agora, liguem o pisca alerta e prestem atenção aos perigos que cercam os lugares que freqüentam e as atitudes erradas deles e dos outros nas festas por aí.
Essas coisas acontecem para que seja feita uma análise, e a partir disso, traçar um plano de prevenção. Uma lei deverá tratar desse assunto, e todos deverão se adequar às novas regras obrigatórias. Porque isso não foi feito antes? Porque ninguém viu perigo na maneira como as coisas estavam sendo conduzidas até o dia fatídico.
Um beijo no coração desses pais que perderam seus filhos, que encontrem o consolo e a paz que precisam.

Beijocas
Claudia Pelissoli

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Uma nova era




Foram 29 anos a frente de uma padaria. É uma vida.
Sábados, domingos e feriados no batente.
Cansativo mas compensador.
Muitas amizades nasceram ali.
A turma do cafezinho ao meio dia falando besteirol.
As vovós contando causos.
Quantas crianças que vimos crescer e hoje levam seus filhos!
Muitos clientes de cidades vizinhas que “batem o ponto” lá semanalmente a nos elogiar.
Comerciantes de todos os segmentos que descansam a cabeça fazendo um lanche.
Trabalhadores em geral que levam produtos para todos os bairros da cidade.
Todos os funcionários atuais e os que passaram ao longo do tempo, pessoas maravilhosas que nos ensinaram muito.
O Professor Paulinho, figura especial que muito nos ouviu, deu opinião, alegrou e até aulas nos deu.
Tudo nesta vida vale a pena. Somos muito gratos por essa vivência.
Mas também estamos felizes por alçar novos vôos!
Jamais iremos virar as costas para o lugar sagrado de onde tiramos nosso sustento todos estes anos.
Agradecemos o carinho, o respeito e a preferência de todos e esperamos que assim continue.
Tudo está no mesmo lugar e assim vai continuar.
Estranho é entrar lá agora como cliente... Mais um aprendizado a nos desafiar.
Desejamos muita harmonia aos novos gestores deste tradicional estabelecimento. Todo trabalho com amor e dedicação gera bons frutos. Que Deus ilumine seus passos.
Muito sucesso Padaria Renascença!

Beijocas
Claudia Pelissoli



sábado, 12 de janeiro de 2013

Calorão



Hoje não sei o que escrever e quando as pessoas estão sem assunto geralmente falam do tempo, não é?
Nunca tinha visto um calor como aquele do dia 25 de dezembro aqui em Osório. Já imaginaram se faz aquela temperatura uma semana ou mais? Seria o verdadeiro fim do mundo, eu morreria de irritação. Aquilo é o que entendo por aquecimento global.
Moramos numa região muito privilegiada. Não faz muito calor no verão e nem muito frio no inverno. Esse vento que a gente sempre reclama é a nossa salvação.
Visitei Palmas no Tocantins uns dois anos atrás. Quando pisamos fora do avião, minha irmã perguntou: abriram as portas do inferno? É sem explicação o calor lá, sufocante e desesperador. Quando anoitece, não refresca nada, a única diferença é que não tem o sol, mas o calor é o mesmo. Aventuramo-nos a ir “bater perna” no centro da cidade em plena tarde, andamos apenas duas quadras, baixou nossa pressão e pensamos que íamos desmaiar, ficamos moles e sem energia, parecíamos três patetas. Um horror essa sensação. O bom é que o calor é seco, sem nenhuma gota de suor, acho que o coitado evapora no instante em que se cria. O ruim é que em todos os locais tem ar condicionado ligado no máximo, a gente ferve e congela várias vezes no dia. É assim o ano inteiro, que mesmice sempre saber como será a temperatura no outro dia!
Amei a viagem, mas se fosse morar lá sentiria muita saudade do inverno porque adoro um casaco e um cobertor!
Um ótimo verão à todos!
Mil beijocas
Claudia Pelissoli