Esta semana senti uma saudade do carnaval. Não como é agora, mas como um dia foi.
Aquele carnaval nos clubes, que tinha toda uma preparação, comprar lantejoulas e bordar alguma peça de roupa, passar gel com glitter nos cabelos bem presos num penteado, sandália alta, ás vezes até uma máscara; porque carnaval era sinônimo de fantasia... Uma coisa mais elaborada e requintada e também mais saudável.
Antes os casais de todas as idades iam, o que impunha um ambiente de mais respeito, mas nem por isso era menos divertido. Agora é meia dúzia de gurizada de camiseta e tênis, bebendo além da conta e trocando saliva uns com os outros.
As gurias que iam com o namorado, levavam o irmão mais novo de acompanhante “para cuidar”, ou então os pais acompanhavam.
Os guris convidavam as gurias para pular no salão, e morriam de medo de serem rejeitados, ou melhor, levarem “um fora”. Na pista pulavam as marchinhas de carnaval andando em círculos, lembram? Tem gente que nem sabe o que é uma marchinha!
Tempos bons que pode ser que voltem, tudo é fase e o mundo dá voltas. Os hábitos vão mudando, mas lá adiante alguém resgata as coisas boas do passado. Esperemos.
Agora as pessoas que querem aproveitar o carnaval vão para alguma praia e ficam na rua, perto de alguma batucada, num quiosque ou atrás de um trio elétrico e era isso. E de chinelo de dedo, foi-se o glamour.
Por outro lado, a maioria dos casais não quer agito mesmo e sim descansar da correria do dia a dia, do estresse profissional, transformar o feriadão num retiro. Talvez por isso o carnaval tenha tomado outros rumos e mudado de formato.
O que segurava um pouco do povo aqui na cidade eram os blocos e suas concentrações, mas esse ano, nem isso! Outra tradição que está se perdendo...
Só sobrou a gurizada que não curte marchinha e nem fantasia, aliás, eles nem gostam de carnaval, querem é balada, ”batidão” mesmo!
Mas chega de lamúria, vou enterrar essa nostalgia junto com os ossos no próximo sábado!
Beijocas
Claudia Pelissoli