quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Politicamente Correto

Tenho aversão à política, sempre tive. Além disso, não entendo nada disso.
De uns tempos para cá, comecei a pensar que o Brasil está assim justamente porque a maioria das pessoas é como eu: não gostam, não entendem e não procuram saber.
Já comecei minha mudança.
Ser cidadão é um conceito muito mais amplo. Como vamos exigir e reclamar se não fazemos nada?
Qual o nosso papel na sociedade? Votar sim, mas também cobrar. E para cobrar temos que acompanhar o trabalho deles. Não interessa se nossos candidatos não se elegeram; quem se elegeu é nosso representante!
Temos que fazer um esforço e ler as notícias sobre política, estar a par do que acontece no mundo, no nosso País, no nosso Estado e principalmente, na nossa Cidade.
Cruzar os braços e reclamar é muito cômodo, vamos tentar mudar esta postura.
Temos que ir à Câmara de Vereadores toda semana, é uma maneira de sabermos quais deles fazem algo efetivo pela comunidade, só assim aprenderemos a votar certo!
Estive numa sessão de nossa Câmara e um de nossos vereadores disse: aqui dessa casa saem os futuros governantes do município e os prováveis candidatos à Deputado Estadual e Federal e por aí vai... Pensei: é verdade, aqui começa tudo!
Se em todas as cidades, nós cidadãos estivéssemos presentes lá para analisar, cobrar e votar somente nos que valem à pena, talvez a política geral tivesse outra cara e outro rumo.
Então depende de nós sim. Maus políticos não podem se reeleger, se eles não “se criarem”, nossa vida será bem melhor no futuro.
Pensei que os jovens, principalmente do ensino médio, deviam ser incentivados por suas escolas a assistirem um determinado número de sessões por ano, para que tenham uma idéia de como as coisas funcionam, não sejam tão alienados e construam um senso crítico.
Embora pareça que sim, assistir a uma sessão na Câmara não dói. Digo por que fui.
Segundas feiras, 19h. Pega o chimarrão e vai. Ou então não reclama!
Beijocas
Claudia Pelissoli

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Crônica da Semana

Relacionamento Cebola
Estou lendo um livro intrigante: “Mulheres que correm com os lobos”, trata-se da interpretação psicológica de histórias antigas tradicionais.
Chamou-me a atenção uma parte que fala dos relacionamentos, que resumindo quer dizer: o mesmo amor tem várias vidas e mortes.
Mas a morte não quer dizer o fim, e sim apenas uma troca de fase. Os relacionamentos modernos não duram pela incapacidade das pessoas de encarar os problemas que surgem e desenrolá-los, a fim de renovar (renascer) com mais força.
Comparei com uma cebola: o relacionamento vai criando várias camadas e se fortificando; quando é partida, provoca lágrimas.
Quando um casal consegue a maturidade de passar pelas tempestades (mortes), se torna estável e sólido.
As pessoas vão atrás de aventuras porque não aceitam ou têm medo das crises, das fases e das mortes; a paixão não é uma coisa obtida, e sim gerada em ciclos, entre finais e reinícios, se tornando uma devoção... Saudável, é claro!
 Só que não existe “mar de rosas”, e essa teoria se aplica não só a relacionamentos amorosos, mas também entre pais e filhos, entre amigos, no trabalho... Já notaram que sempre têm altos e baixos?
O mundo atual estimula a rapidez, a urgência, à busca desenfreada pela felicidade imediata e perpétua, só que a harmonia leva tempo para ser construída, é preciso ter paciência e perseverança.
As pessoas esperam um excesso de delícias e prazeres, e nesse ímpeto, deixam escapar oportunidades e pessoas especiais.
Temos que ser maiores e mais intensos, fugir da superficialidade, criar raízes, cultivar a nossa “cebola”.
Hoje pareço um poço, de tão profunda!
Beijocas
Claudia Pelissoli