Relacionamento Cebola
Estou lendo um livro intrigante: “Mulheres que correm com os lobos”, trata-se da interpretação psicológica de histórias antigas tradicionais.
Chamou-me a atenção uma parte que fala dos relacionamentos, que resumindo quer dizer: o mesmo amor tem várias vidas e mortes.
Mas a morte não quer dizer o fim, e sim apenas uma troca de fase. Os relacionamentos modernos não duram pela incapacidade das pessoas de encarar os problemas que surgem e desenrolá-los, a fim de renovar (renascer) com mais força.
Comparei com uma cebola: o relacionamento vai criando várias camadas e se fortificando; quando é partida, provoca lágrimas.
Quando um casal consegue a maturidade de passar pelas tempestades (mortes), se torna estável e sólido.
As pessoas vão atrás de aventuras porque não aceitam ou têm medo das crises, das fases e das mortes; a paixão não é uma coisa obtida, e sim gerada em ciclos, entre finais e reinícios, se tornando uma devoção... Saudável, é claro!
Só que não existe “mar de rosas”, e essa teoria se aplica não só a relacionamentos amorosos, mas também entre pais e filhos, entre amigos, no trabalho... Já notaram que sempre têm altos e baixos?
O mundo atual estimula a rapidez, a urgência, à busca desenfreada pela felicidade imediata e perpétua, só que a harmonia leva tempo para ser construída, é preciso ter paciência e perseverança.
As pessoas esperam um excesso de delícias e prazeres, e nesse ímpeto, deixam escapar oportunidades e pessoas especiais.
Temos que ser maiores e mais intensos, fugir da superficialidade, criar raízes, cultivar a nossa “cebola”.
Hoje pareço um poço, de tão profunda!
Beijocas
Claudia Pelissoli
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