quinta-feira, 26 de julho de 2012

Máquina de lavar roupas

Não é fácil ser dona de casa, é uma rotina desgraçada, um serviço que não aparece e é pouco valorizado.
Nasci na época certa, a meu ver, a máquina de lavar roupas é a verdadeira rainha do lar. Até bem pouco tempo as mulheres lavavam roupas na beira do rio (Deus me livre), e ainda tem muitas que enfrentam o que para mim é o vilão da casa: o tanque.
Gosto muito de limpar a casa, passar roupas, até cozinhar... Mas lavar roupas é bucha. Me manda rachar uma lenha, mas não me pede para esfregar uma roupa!
Dá uma raiva quando alguém diz que lava as roupas à mão antes de colocar na máquina... Dá vontade de internar a louca! Tem coisa mais inútil que esfregar meia de criança? É muita perda de tempo, meia de criança é encardida mesmo, nada vai mudar essa situação, a não ser que ela não brinque e não ande sem sapatos. Existe criança assim?
Odeio sabão em barra porque lembra tanque. Se tanque sofresse de solidão, o meu já tinha se matado! E se a soberana máquina de lavar não tirou a mancha da roupa? Que pena, só lamento. Eu me amo, então, basta que as roupas estejam cheirosas quando saem da máquina!
Alguém sabe o que é quarar roupas? É ensaboar e colocar no sol, dizem que o astro rei esfrega e tira as manchas. Nunca tentei para saber.
Sabem quando entro em pânico? Quando a máquina de lavar dá sinais de que vai estragar, fico sem chão, meu mundo desaba. O moço vem arrumar e fico na volta toda preocupada: é grave? Ela vai ficar bem? Fico bem mais tranqüila se estragar a geladeira, o fogão ou a TV.
Já o rei do lar é o aspirador de pó, vassoura só se for para voar e lançar feitiços! AHAHAHAH
Beijocas da dona de casa
Claudia Pelissoli

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Psicologia maluca

A psicóloga da faculdade foi na sala de aula interagir com os alunos. Pediu para que cada um dissesse seu nome, uma palavra que resumisse seu momento de vida e uma breve explicação. Foi um “auê”, uma mistura trágica e cômica.
Foi engraçado porque naquele dia todos estavam propícios ao divã... Mais de vinte pessoas expondo seus sentimentos, impossível um não se reconhecer no outro, porque os medos e os anseios são semelhantes.
As metas que traçamos para nossa vida não são muito diferentes das outras pessoas, então foi uma troca de experiências e também de ajuda para driblar os obstáculos.
Quando nos auto avaliamos pode ser que não gostemos do que vêm à tona, mas é necessário saber rir das dificuldades, para que elas percam a força.   
A minha palavra foi esforço. E a explicação foi: focar no esforço e não na dificuldade. Se não conseguir, é preciso sentir que se fez o melhor porque nenhum esforço é em vão. As pessoas exigem demais de si mesmas e esquecem de valorizar o baita esforço que fizeram. Ás vezes conseguem pouco, mas com muita batalha. Pior é desistir ou não tentar.
Valorizar-se é o caminho. Caminhar com as pessoas próximas facilita muito, porque um dá força para o outro. Todo ser humano tem um lado bom, não custa nada nos fazermos de cegos para os defeitos alheios, até porque nós também não somos perfeitos.
Não devemos nos amarrar ao medo, ao desânimo ou à saudade dos que partiram. As perdas acontecem justamente para nos fortalecer.
A conversa fluiu bem humorada, com muitas revelações e risadas, uns foram chorar na rua, mas todos se conheceram melhor. Acho que ninguém ficou traumatizado, talvez a psicóloga...
Beijocas e boas férias a todos os estudantes!
Claudia Pelissoli