sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Acampar



Acampar é o melhor programa de índio que existe! Quem ainda não se deu este desconforto, não sabe o que está perdendo.
É uma experiência grotesca, porém muito divertida.  As mulheres torcem o nariz para essa ideia porque necessitam de uma estrutura complexa para viver, já os homens se adaptam em qualquer moita.
Mas tudo é válido nesta vida. O ritual começa com a arrumação das malas: leva-se barraca, roupas de cama, de banho, muito repelente, uma farmácia e grande variedade de comida e bebida. Não esqueçam a lanterna. E principalmente os filhos: eles precisam passar por isso para ter o que contar nas rodas de amigos ao longo de sua vida.
Um fim de semana é suficiente. Mais que isso é estresse feminino na certa.
Dois dias sem televisão, computador e celular é interessante para sair da rotina e também para dar valor ao conforto do lar doce lar.
Tomar banho de caneca é tudo de bom.
Ouvir animais desconhecidos caminhando na volta da barraca na madrugada é aterrorizante, mas uma emoção forte de vez em quando é saudável. 
Tomar chimarrão no silêncio do raiar do dia é inebriante, momento para guardar na memória.
Peixe frito de dia, churrasco de noite, quer vida melhor?
Ruim é voltar para casa: uma montanha de roupa pra lavar, carro sujo, alergias estranhas, picadas de insetos pelo corpo... Mas para tudo dá-se um jeito!
Dá um pouco de trabalho, mas é legal conviver com nosso lado selvagem, merecemos um momento “fora da casinha”. Recarregar as energias para o mundo certinho em que vivemos.
Beijocas
Claudia Pelissoli

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tecnologia




Adoro tecnologia, não tenho vergonha de dizer que não vivo sem um computador, mas confesso que estou me sentindo ultrapassada.
Antes decifrava os manuais dos aparelhos, aprendia com facilidade todos os comandos e ensinava aos demais da casa. De uns tempos pra cá, os filhos assumiram esta função e meses atrás levei o tiro de misericórdia: não consegui ligar a TV e tive que pedir ajuda!
Ou as coisas não são mais autoexplicativas, ou meu alcance está diminuindo.
Comecei a lembrar de que eu jogava videogame de igual para igual com as crianças e parei justamente quando compraram o último modelo: são muitos botões para comandar; enquanto eu penso qual apertar as fases do jogo já passaram, como não domino mais, claro que perdeu a graça!
Quando isso acontecer com o computador, me enfio num asilo.
Cheguei a uma conclusão sobre tecnologia que serve para todos, não só da minha geração: não podemos desistir de aprender nunca, isso é o que nos mantém vivos e atuantes nesse mundo de aparelhos cada vez mais sofisticados.
É simples: não sabe usar? Chama alguém que te ensine e te esforça ao máximo para aprender. Não podemos adotar a postura de deixar para quem sabe. É muito cômodo, mas perigoso.
O ritmo de evolução é frenético, se ficarmos esperando por quem sabe, em pouco tempo estaremos dependendo de todos para tudo: ligar a TV, descongelar no forno micro-ondas, escutar música, entrar na internet, ligar o liquidificador, abrir o portão da garagem, se duvidar, até para puxar a descarga do banheiro que daqui a pouco será digital e cheia de opções! Não é exagero não, se paramos no tempo a tecnologia nos atropela!
Se liga!
Beijocas
Claudia Pelissoli