Acampar é o melhor programa de índio
que existe! Quem ainda não se deu este desconforto, não sabe o que está
perdendo.
É uma experiência grotesca, porém
muito divertida. As mulheres torcem o
nariz para essa ideia porque necessitam de uma estrutura complexa para viver,
já os homens se adaptam em qualquer moita.
Mas tudo é válido nesta vida. O
ritual começa com a arrumação das malas: leva-se barraca, roupas de cama, de
banho, muito repelente, uma farmácia e grande variedade de comida e bebida. Não
esqueçam a lanterna. E principalmente os filhos: eles precisam passar por isso
para ter o que contar nas rodas de amigos ao longo de sua vida.
Um fim de semana é suficiente. Mais
que isso é estresse feminino na certa.
Dois dias sem televisão, computador
e celular é interessante para sair da rotina e também para dar valor ao
conforto do lar doce lar.
Tomar banho de caneca é tudo de bom.
Ouvir animais desconhecidos
caminhando na volta da barraca na madrugada é aterrorizante, mas uma emoção
forte de vez em quando é saudável.
Tomar chimarrão no silêncio do raiar
do dia é inebriante, momento para guardar na memória.
Peixe frito de dia, churrasco de
noite, quer vida melhor?
Ruim é voltar para casa: uma
montanha de roupa pra lavar, carro sujo, alergias estranhas, picadas de insetos
pelo corpo... Mas para tudo dá-se um jeito!
Dá um pouco de trabalho, mas é legal
conviver com nosso lado selvagem, merecemos um momento “fora da casinha”.
Recarregar as energias para o mundo certinho em que vivemos.
Beijocas
Claudia Pelissoli
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