sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mãe meio bruxa



Está se aproximando o dia das mães, uma data que nunca pode passar em branco. E não é só pelo presente típico da data, mas por tudo que essa figura representa num lar.
Lembro que quando os filhos era pequenos e ainda tomavam mamadeira na madrugada, às vezes quando choravam pedindo o leite, o pai deles ia lá dar (eu deixava pronta num isopor). Ele ia bem quietinho, não acendia luz para o bebê não ver que era ele e quando colocava a mamadeira na boquinha, imediatamente eles choravam e não queriam pegar. Só aceitavam se estavam mais dormindo do que acordados. Aí eu pergunto: eles sentiam que o cheiro não era o meu? Ou era o jeitinho de entregar a mamadeira? Se falassem, diriam: “não é a mamãe”, como aquele personagem Baby Dinossauro!
De nossa parte também tem essa percepção aguçada com os bebês: quando eles choram a gente sabe (não sei como) se é de fome, de sono ou de dor.
Quando crescem, sabemos num rápido olhar, numa conversa ao telefone ou até mesmo “teclando on line” quando estão felizes ou com algum problema. E eles sabem que não conseguem esconder muita coisa da gente.
Inclusive já me chamaram de bruxa porque percebi encrenca oculta nas entrelinhas. É que sentimos algo no ar, atiramos “um verde”, e eles se entregam na hora. Ser mãe também é ser um tanto detetive.
Pecamos quando amamos demais e não damos espaço para eles crescerem sozinhos. Hoje avalio que o verdadeiro amor de mãe é desapegado: dar as asas e ensinar a voar, mas jamais voar por eles para que não corram o risco de cair! Incentivá-los a serem independentes e seguros de si desde pequenos, esse é o grande desafio para as mães!
Difícil porque é um maravilhoso feitiço que dura a vida toda, a ligação mais forte que existe.
Mil beijocas para as mães bruxas
Claudia Pelissoli



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