Está se aproximando o dia das mães,
uma data que nunca pode passar em branco. E não é só pelo presente
típico da data, mas por tudo que essa figura representa num lar.
Lembro que quando os filhos era
pequenos e ainda tomavam mamadeira na madrugada, às vezes quando
choravam pedindo o leite, o pai deles ia lá dar (eu deixava pronta
num isopor). Ele ia bem quietinho, não acendia luz para o bebê não
ver que era ele e quando colocava a mamadeira na boquinha,
imediatamente eles choravam e não queriam pegar. Só aceitavam se
estavam mais dormindo do que acordados. Aí eu pergunto: eles sentiam
que o cheiro não era o meu? Ou era o jeitinho de entregar a
mamadeira? Se falassem, diriam: “não é a mamãe”, como aquele
personagem Baby Dinossauro!
De nossa parte também tem essa
percepção aguçada com os bebês: quando eles choram a gente sabe
(não sei como) se é de fome, de sono ou de dor.
Quando crescem, sabemos num rápido
olhar, numa conversa ao telefone ou até mesmo “teclando on line”
quando estão felizes ou com algum problema. E eles sabem que não
conseguem esconder muita coisa da gente.
Inclusive já me chamaram de bruxa
porque percebi encrenca oculta nas entrelinhas. É que sentimos algo
no ar, atiramos “um verde”, e eles se entregam na hora. Ser mãe
também é ser um tanto detetive.
Pecamos quando amamos demais e não
damos espaço para eles crescerem sozinhos. Hoje avalio que o
verdadeiro amor de mãe é desapegado: dar as asas e ensinar a
voar, mas jamais voar por eles para que não corram o risco de cair!
Incentivá-los a serem independentes e seguros de si desde
pequenos, esse
é o grande desafio para
as mães!
Difícil porque é um maravilhoso
feitiço que dura a vida toda, a ligação mais forte que existe.
Mil beijocas para as mães bruxas
Claudia Pelissoli
Nenhum comentário:
Postar um comentário