Tem épocas que a mulher está carente e a vontade de suprir
esta falta não se sabe do quê, pode ser desastrosa.
Essas fases são bem perigosas porque é quando ela baixa a
defesa e qualquer porcaria a seduz. Essa “qualquer coisa” na maioria das vezes
é pior que a falta em si, mas fica cega demais para ver ou entender.
Se a carência é de amor, parece que têm um imã para atrair
cafajeste e mau caráter. E o pior é que jura que é um príncipe encantado; demora
até sair do transe e ver o sapo venenoso com quem está saindo. E a culpa é só dela
que não seguiu o ditado: antes só do que mal acompanhada!
Ou então ela acha que um bom “banho de loja” vai fazer
sentir-se feliz e confortada. Puro engano! Compra tudo o que não precisa com o
dinheiro que não tem, e o vazio da carência continua lá. Essa mulher não
adquire nada de valor e está sempre endividada.
E quando acha que falta amigos? Aí ela se enfia num grupo
que não combina com o seu perfil e tenta mudar o seu jeito para agradar aquela
gente cada vez mais distante. E fica rastejando por um espaço ou uma atenção.
Quando cai a ficha está fazendo coisas que jamais faria em sã consciência; é
triste quando vê que a amizade não é verdadeira, é um relacionamento sem profundidade
como o do sapo.
Como comentei aqui esses dias, tem mulher que come sem fome
para preencher um vazio. É um poço sem fundo; faz da comida e da mastigação sua
companheira. Acredito que seja a armadilha mais perigosa e traiçoeira porque
está sempre ao alcance, não é uma encrenca que precisa sair para procurar. Haja
nutricionista depois para perder o excesso adquirido.
Nada disso é defeito, mas somente carência, ou seja, uma espécie
de doença que as deixa aceitar um placebo no lugar de um remédio essencial: o
sentimento. Nada que uma dose “cavalar” de realidade não resolva!
Beijocas
Claudia Pelissoli
Amei...pior que é a pura realidade! Bjus
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