quinta-feira, 14 de junho de 2012

Adeus

Impossível não sentir hoje este jornal meio apagadinho, meio sem brilho. Ficará um vazio no espaço da crônica esportiva, inteligente e bem humorada do Ademir Brum, retratando o cotidiano de Osório de uma forma simpática, engraçada e crítica. Um legítimo cidadão no sentido amplo da palavra, comprometido, contribuía em vários segmentos da nossa cidade, uma presença realmente marcante.
Ele se foi, em compensação o que foi escrito não se apaga, continuará vivo sempre.
Fiquei pensando sobre isso: as palavras se perdem no tempo, os sentimentos esmorecem também, mas o que foi escrito tem um valor diferenciado, é imortal.
Mesmo que pegue fogo nos papéis dele, há o acervo do jornal, computador, pen drive; o que foi escrito persistirá. É a principal herança que uma pessoa pode deixar e uma das poucas que pode amenizar a saudade.
Pena que são poucas as pessoas que têm o hábito de escrever, de colocar no papel suas percepções, seus sentimentos, suas previsões, suas conquistas, suas opiniões, as piadas que fazem com a própria desgraça, as cenas que ficaram marcadas na sua memória, os planos para o futuro... Cada um tem o seu tesouro interior.
Nunca sabemos quando seremos chamados. Cada um tem sua hora. Essa viagem é especial, não dá tempo de arrumar as malas e nem se despedir deixando uma mensagem.
Na verdade aqui na terra somos todos operários. Quando alguém é chamado para o andar de cima, é porque se destacou e foi promovido.
Tenhamos a certeza de que fará um ótimo trabalho lá também!
Até mais Ademir!


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